quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eu vi um Saci

Cenas de surrealismo à beira da estrada


Não sei o que é mais surreal: a visão que tive ou o fato de alguém andar vestido desta forma, na beira de uma estrada às cinco e meia da tarde de uma quinta-feira; mas eu não estava sob o efeito de nenhuma droga e afirmo: eu vi um Saci!

Negro, sem camisa, short curto vermelho, gorro vermelho na cabeça, agachado, mexendo em alguma coisa em um canto da mata. Era um Saci, ou um homem vestido como tal.

Tive vontade de acordar o senhor que viajava ao meu lado, gritar, chamar alguém que estivesse em um banco mais ao fundo do ônibus e ainda conseguisse ver a cena que presenciei.

Continuei a viagem sabendo que ninguém iria acreditar quando eu contasse e até agora, nem meu filho de seis anos acreditou.

Para completar as cenas incríveis que as curvas desta serra podem proporcionar, hoje eu vi o pôr-do-sol mais lindo dos últimos tempos. Vermelho, iluminando como fogo os vales que ficavam para baixo.

A rota Rio-Juiz de Fora já se tornou corriqueira, mas são nos momentos mais corriqueiros que se escondem as maiores belezas. Um Saci ou um pôr-do-sol. Pena pensar que quase ninguém naquele ônibus conseguiu reparar em ao menos um dos dois.


"Essa vida inteira é uma brincadeira
Eu fico feliz com qualquer besteira
Você chupou a manga até o fim
E só deixou o caroço para mim
E melhor que isso só carnaval"
(Raul Seixas)

Um comentário:

_peron. disse...

depois que eu te conheci eu fiquei com um certo medo de respirar maresia por muito tempo.
porque cada dia que passa está mais comprovado que maresia dá muita onda !