sábado, 7 de junho de 2008

Afinidade acontece


"A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve"




Continuo com a mesma pressa de escrever no ritmo que penso e atropelo as letras. Sai tudo errado, mas acho que você consegue entender o que eu quis dizer.


(Como diz a minha Honey Baby: "se o efeito comunicativo foi atingido, então num me corrEge")


Quero contar muito mais, dividir muito mais, respirar fundo e não precisar falar nada, mas as distâncias fazem com que palavrinhas escritas em letras padrão sejam o mais próximo que eu consigo chegar disso.


Pego o metrô todos os dias e demoro uma hora exata da porta do prédio à porta da loja. Tenho plena confiança no trabalho da empresa de transpote público, então percorro os trinta e cinco minutos de ônibus e os vinte e cinco de trêm com fones nos ouvidos sem o medo de perdê-los no caminho.


Aliás, o caminho é um dos detalhes rotineiros mais agradáveis, já que o ônibus de integração Metrô- Gávea percorre quase todo o caminho beirando a orla, apesar de fazer em um tempo maior do que se eu for a pé.


A preguiça continua a mesma (já te disse isso) e não tenho me esforçado muito pra conhecer novas pessoas.


Tenho saudades dos amigos e do chão de terra batida de certos quintais. Cervejas aos domingos aqui também não são iguais. O Teatro Mágico parece fazer mais sentido e o Oswaldo vai tocar dia 13.


Assisti uma entrevista com a Roberta Sá essa semana e descobri que tudo naquele serzinho é bonito de se ver. Assisti uma da Ana Carolina também e entendi qual o parentesco dela com o Sávio. Quero assistir o DVD da Elis e o do Vinicius até amanhã, mas não sei se vou ter tempo.


Devia ter escrito isso tudo no e-mail de agora há pouco, mas é que deu vontade de continuar.


O sono já ta fazendo meus olhos fecharem, então o restante vai ficar pra próxima.


Quero escrever uma música um dia.




"....."

domingo, 1 de junho de 2008

Diretamente diferente

Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você


É estranho essa mania de só dar valor às coisas depois de perdê-las ou de tê-las distantes. Mas é assim que sempre funciona. E eu sei que quando voltar, muita coisa vai ser pior do que a imagem que eu carrego guardada cheia de melancolia nostálgica.

Muita coisa, mas nem tudo.

Tem coisas que a gente sempre sabe como são. Tem tardes, palavras, respirações, que a gente se lembra do ritmo, do tom, da sonoridade da gargalhada. E é diretamente diferente lembrar-se disso tudo de estar aí te ouvindo, te vendo, te agarrando no sofá e recebendo as melhores frases e histórias do "menininho que prefere imaginar".

Eu escolhi viver um sonho, um desejo, e pra isso tive que deixar muita coisa para trás. Coisas que eu sei bem quais são e que espero que um dia você possa entender. Mas na verdade, só me importa que VOCÊ entenda, mais ninguém.

E a falta que a sua presença faz na minha vida também é diretamente diferente da falta que qualquer outra pessoa possa fazer.

Todas as pessoas do mundo merecem ter um filho um dia. Mães solteiras, casais gays, "pães". Só vivendo a realidade de acompanhar um serzinho crescendo pra entender o que isso muda na velocidade que o planeta gira pra você. ( Ainda não consigo entender como alguém cosegue maltratar o próprio filho)

Muitas saudades, muita nostalgia, mas uma puta sensação de que as coisas começam a se encaixar.

Não acredito em predestinação, mas na "fé que você deposita em você e só". Vou abrindo aqui o caminho pra quando você vier passar.

"Da luta não me retiro, me atiro do alto e que me atirem no peito"


"Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim"
(O Teatro Mágico)

domingo, 18 de maio de 2008

Me leve apenas pra andar por aí

Passou esse verão, outros passarão, eu passo


Assistindo Chico no DVD, passeando pela orla de manhã, tomando uma cerevja na Lapa numa sexta à noite. As coisas acontecem devagar, mas o tempo é o mais relativo de todos os conceitos. E com o tempo eu vou me readaptando. Readaptando ao ritmo, aos espaços, aos caminhos aos sons e às distâncias.

"A casa da vovó nunca é longe", diz a placa pendurada na porta. E que não seja mais.

E como o caminho se faz caminhando, vou aqui passo a passo, pé ante pé, construindo um caminho meio torto, mas meu.

Saudades não é nostalgia e nostalgia é uma das sensações mais deliciosas.

"A loucura é feita de certezas", disse alguém, certa vez."A dúvida nos trás a lucidez".

Que eu me mantenha lúcida nesse mundo sonho que eu resolvi viver.



"Não beba muita cachaça,
não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve
Não me leve a mal"
(Chico Buarque)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

You don't know what love is [2]

Premonições não são o mesmo que pressentimentos


Sonhar com certas coisas e vê-las acontecer já me assusta menos e deixa que elas ocorram com mais leveza.

Time bi-campeão, achar que é rica no shoppping, cerveja com amigos no último domingo dos próximos tempos e despedidas pra lá de inusitadas.


"Um dia como outro qualquer, onde coisas acontecem no mais brando desencadear dos fatos.

Me entregando a tudo que preciso, me permitindo dormir o quanto preciso, respeitando a mim mesma, aos meus espaços, as minhas dúvidas e deixando que sejam.

Não, eu não vou me arrepender. Sim, tudo vai continuar como antes. Tem coisas que nunca mudam.

E eu não tenho como prever quais vão ser meus próximos passos." [2]

Trinta e oito posts depois, quase seis meses de blogs, conversas muito francas e muita babaquice.

Me perguntaram porque eu me acho babaca. A resposta: Porque eu faço e falo coisas que eu sinto sem me preocupar com o que os outros vão sentir.

Preocupação não é a palavra exata, mas qualquer coisa tipo isso. Me preocupar, eu me preocupo, só não deixo de fazer. Acho que sou mais babaca do que você imaginava.



"
Eu sempre te amarei
Onde estiver, estarei
Óh meu Mengo!

Tu es time de tradição
Raça, amor e paixão
Óh meu Mengo!"

sábado, 26 de abril de 2008

Quando acontece um grande amor assim como você e eu

Eu só queria encontrar uma pessoa como eu


Bom que agora as coisas estejam realmente tranquilas. Bem melhor assim. É bom quando pessoas como nós entendem o que só pessoas como nós conseguem entender.

Do mais, amigos também não querem que eu vá pra longe, primos querem que eu vá pra perto e, de uma hora pra outra, todas as oportunidades do mundo aparecem. Mas preciso manter a cabeça em ordem, mesmo que o salário caia pela metade assim, de repente, no meio do mês.


"Amo muito tudo isso"

Mas pra tudo dá-se um jeito. Vai dar tudo certo. Tenho certeza.


"Mas nem por isso vou ficar
a questionar os erros meus
Você precisa procurar
Achar o que você perdeu"
(Pato Fu)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

You don't know what love is

You just do as you're told


And here I am...

Pagando pra ver o que eu já sei, só pra tentar me acalmar. Ansiedade dá alergia e dores no estômago. Coisas demais pra fazer dão a sensação de estar ficando louca.
Mas é tudo piripaque e frio na barriga. Insegurança pra dar o próximo passo no escuro.

No fim, quase tudo é balela, filosofia de calçada, conversa de botequim. Quase tudo fragmentos de gente, de pensamentos, de atitudes, de sentimentos.

Amelie mudou minha vida mesmo. Tomo coragem pra assumir certas coisas e entender que a insegurança que bate é um tanto por estar conseguindo as coisas que eu mesma pedi.

Às vezes fica difícil ser tão racional. E nem tudo que eu sinto vale a pena ser escrito. Às vezes eu só quero alguém babaca que saiba falar de amor, quando tiver que falar de amor, porque isso tudo também me transforma numa pessoa carente, apaixonada, mais sensível do que desejo ser, mais maluca e menos sociavel. Pena que agora eu tenha escolhido não querer ninguém. Vai entender?

Pode parecer estranho pra qualquer um, mas é só meu modo de levar as coisas, só uma questão de prioridades.

Eu gosto de você, gosto sim. Gosto do meu jeito.

Mas eu só quero dois pastéis e um de goiabada, a cerveja gelada com os amigos de sempre, ir ao cinema uma vez por mês, conversar com meu filho sobre as aventuras do Marquinhos, ler todas as coisas que eu ainda quero aprender e quando deitar para dormir, dormir.

Vou sentir falta, saudades e nostalgia, mas é tudo parte de um todo.

"Quando essas coisas acontecerem, você vai se lembrar do que eu te disse hoje."

Amém.


"Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê"
(Los Hermanos)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ao se deitar para dormir, dormir

Ter saudade no final da tarde para quando escurecer esquecer


Foi preciso um dia e meio em pé pra meu sono voltar ao normal.

Esse negócio de curtir a última rave não podia dar certo mesmo.

Sentindo necessidade de um cantinho de dormir próprio, contando os dias, as horas, os minutos. Se atropelando nos prazos de entrega de trabalhos e tudo mais que ainda me fazem passear pelos corredores da Facom.

"O que a gente ainda tá fazendo aqui?"

Eh, Paulinha... eu também não sei.

Vai dar tudo certo, mesmo que as coisas estejam dando errado por hora. Deve ser a lua.

E como diz meu amigo Vi, se não deu certo ainda é porque ainda não terminou.

Agora aguenta enquanto a tarde chega, e aguenta mais um pouco enquanto a lua sobe. Os dias passam mais devagar se você prestar muita atenção nos detalhes.

"Respira com a barriga e solta em oito tempos. Doze, dezesseis...vamos tentar com vinte?"




"Deixar que os fatos sejam fatos naturalmente,
sem que sejam forjados para acontecer.
Deixar que os olhos vejam pequenos detalhes lentamente.
Deixar que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes,
como móveis inofensivos, pra lhe servir quando for preciso,
e nunca lhe causar danos morais, físicos ou psicológicos"
(Chico Science)